quinta-feira, 28 de julho de 2011
Vou guardando, empurrando, ocultando todas essas coisas podres que sinto. Tenho a impressão de que se eu enfiar uma faca no peito, vai sair um ar fétido, cheiro de podridão, o que eu guardo aqui são coisas tão vazias e fétidas. Eu continuo empurrando lá pro fundo, sinto que está chegando no estômago, sinto ânsias de vômito, sinto que a qualquer momento vou vomitar no rosto de alguém. Enquanto conseguir vou guardando.
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Compota de mim
Quero sair dessa geladeira em que você me colocou. Eu quero nós dois. Quero o mar, a areia e o céu que você vive dizendo que odeia. Quero sol e o vento das sete horas da manhã. Só não demore demais, meu prazo de validade deve estar por acabar, porque estou começando a exalar o cheiro podre do nosso amor e eu já devo estar com o gosto acre. Bote um pouco de açucar e me tire desse frio.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Névoa Cinza
Adoro esses dias em que meus olhos estão cinzas. A maioria das pessoas não consegue me enxergar diante de tanta nebulosidade e eu não as enxergo. São nesses dias que eu quase consigo tocar minhas entranhas, meus sentidos escondidos no canto escuro. No final deles sempre chego a uma conclusão fúnebre. Não consigo iluminar meus cantos escuros. Onde é mesmo que estou?
Assinar:
Comentários (Atom)