quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O mundo é assim mesmo e eu sou muito inocente? 
Odeio essas pessoas que estão com você por mero interesse.
Pessoas que aproveitam da fraqueza dos outros.
Pessoas que não se importam com você a não ser que seja interessante pra elas se importar.
Que grande merda. 




E sabe qual o pior disso tudo? 
Você passa sua vida toda se enganando. 
Hora por hora, dia por dia se lá se vão anos.
Até que você realmente acredita que encontrou alguém diferente,
alguém que vai estar com você mesmo quando não tem nada em jogo. 
Mas no final, se você olhar direito, essa pessoa também estava se enganando, assim como você. 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Quem é você?

Quem sou eu se não uma representação do que você pensa sobre mim?
Possuímos a mera ilusão de que somos para os outros o que pensamos que somos para nós mesmos.
Infelizmente, temos essa tendencia de acreditar que os outros pensam como nós.
E tá aí a questão central do que chamamos de decepção.
Provavelmente as pessoas nos decepcionam porque esperamos que elas sejam como nós achamos que elas são e mais ainda, esperamos que elas pensem como nós pensamos.
Quando você acaba fazendo essa descoberta de que elas não são o que achamos, sofremos, ficamos incrédulos e fazemos inúmeros questionamentos que nunca saberemos as respostas. Afinal de contas, as pessoas não atuam conforme achamos que elas deveriam.
Mas há ainda aqueles que aprendem. Aqueles que reconhecem em si mesmos que são diferentes do que as pessoas pensam que são. E então, esses, compreendem seus erros, compreendem o sofrimento do outro e os seus. No final, decepções são inevitáveis.


Baseado no livro de Luigi Pirandello - Um, nenhum e cem mil